“Perto do mar, longe da cruz”

trilha sugerida:

Como lidar com a leveza?

nudez descompromissada de quem só deliciosamente casual pode
como um sorriso revela os dentes, ela as tatuagens

Seu nome é outro sempre
e eu decoro.

Um esforço imenso pra não ganhar e esmagá-la
Nessa, só ganho se perder. sua vitória é minha única

não se assuste, menina. paciência.
quando te abraço, te abraço.

quando a cidade chora, gosto mais

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Não se apaixone pela dor, querida.

não se apaixone pela dor e leia isso:

Bolinhas de ar saindo pelo nariz submerso
sinal vermelho em uma rua vazia.
silêncio & ausência.
Nuvens paradas e edifícios andando.
Smss
Café e cigarros.
Pocket show do Libertines quando ninguém conhecia.
Sessão Truffaut lá em casa.
Trailers sem pipoca.
Voodoohop.

Leu? é isso mesmo, não lhe diz respeito.

boa sorte.

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A ser resolvido.

trilha obrigatória:

“Escrevo para apagar meu nome”

escute a garota, meu caro.
escute as músicas. só elas, as músicas e a garota, sabem o que dizem.
o resto

….

o tempo pra quem tá em um avião no céu não é o mesmo pra quem tá vendo do chão, não é mesmo?
o que pode ser considerado passado se tudo é determinante pro futuro e o agora não existe?
Ela me disse que era tudo ao mesmo tempo agora: “agora, agora, agora”, ela disse com olhos vivos.
eu respondi: “ó o futuro vindo, já foi, já foi, já foi” mortos.
ela disse que eu era triste. Não soube o que responder. pensei em mentir, só ressaca. mas não.

…….

primeiros encontros. como disfarçar quem você é? pra que disfarçar?
o prazo de validade será 2 anos, se tudo der certo. e isso eu não quero mais.
garotas usam rapazes pra sexo. garotos querem relacionamento e abraços.

…..

eu queria atirar o cinzeiro pela janela, junto com os malditos livros e chinelos.

porque raios eu precisaria de um par de havaianas e uma cueca?
Um livro sem dedicatória em nada me interessa.
e não devolverei absolutamente nada. Livros, calcinhas ou juventude. me pertencem pra sempre. Me corroem pra sempre.

e publicidade nunca será arte, nunca.
Não importa quantos óculos de aros grossos e camisas xadrez os “gênios” usem. publicidade é anti-arte. Ainda prefiro o jornalismo. e queria tanto que o Hunter Thompson tivesse vivo. Teria odiado a bobagem do filme “Rum”. o livro, bem melhor, eu sempre lembrarei quem me deu.

eu nunca devolverei nada a ninguém.
o que suguei me pertence e é problema meu.

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Não fossem as lágrimas

sem trilha

Não lembro mais seu telefone, minha doença.

Minha memória escorre pelo ralo. aquele do cheiro. Não lembro quando vimos esse filme, nem o que achou.
Não lembro direito do rosto. E no meio de um jorro alguns fragmentos são vomitados. mas é só isso. não dá nem pro cheiro.

o que é o amor?
era amor?, você me pergunta.
Não sei. só tenho lágrimas como prova dessa curiosa manifestação.
cade a porra?

Não fossem as lágrimas o amor seria como um gozo seco.

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Sobre Being Boring

trilha obrigatória:

eu quero sempre poder ligar a qualquer hora.
era pra ser assim, desde os 13 anos.
e eu não lembro de nada da década passada. Tudo passou aos 13.
as madrugadas ao telefone. era tão charmoso ser acordado por você.
“atende rápido pra não acordar seus pais”
….
minha música favorita quando criança era “Being Boring” do Pet Shop Boys
isso diz muito sobre o que foi minha adolescência e vida adulta. se faz sentido agora,aos 26, imagina como será aos 40.

seguiríamos pra sempre amigos.e a vida aconteceu.
ah, ingenuidade, como te queria aqui comigo agora.
quando será que a dignidade volta a aparecer?
será que é uma troca?
….
sei lá, mas me parece que a década de 90 foi foda. Há!!
e cá estamos entediados pra porra, tendo que dormir pra trabalhar. e sonhar somente dormindo. somente sonhar acordado.
sonhar só mente sonhar só.

quando jovens…

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O ARSENAL voltou!! #cordãodamentira

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A segunda temporada do ARSENAL finalmente estreou! A pauta foi um lance bem bom, o Cordão da Mentira! Uma celebração ultra irônica do dia da mentira, e aniversário de 40 anos do golpe militar.(mais ARSENAL impossível). Foi foda retomar o ritmo. Estavamos gravando com um camêra que não é camêra de ofício, um assistente que não é assistente e eu não fazia reportagem on camera há uma cara. Foi foda, errei pra caralho, mas a pauta era muito boa e isso ajudou.
Gostei do resultado final. O filé, camera improvisado e editor oficial, mandou bem pra caralho dentro das condições. Acho que mais uma vez cagamos no tempo, a parada tá longa dmais. Sempre erramos nisso. Muito apego. Um erro clássico que insistimos em cometar desde o início do ARSENAL.
A Nauweb.tv tá reformulada e temos programas mais legais, além do ARSENAL. Convido a todos a visitarem.
é foda termos um espaço pra produzir e falar o que não é dito em lugar nenhum.
E isso é o que conta. e no caso do cordão da mentira, realmente torçemos para que OS ARQUIVOS SEJAM ABERTOS e a comissão da verdade não seja uma falácia.
O nosso papel é esse, ir pra rua e pressionar. e continuaremos sempre.
Depois soube que uma mulecada realizou um protesto massa na frente da casa de um legista da ditadura. Genial, pena que não tinhamos equipe pra registrar. Mas é esse o espírito. e se você que tá lendo isso e tem um ato/protesto/levante/happening/flashmob/guerrilhapoética/ na agenda, manda ae pra nóis. pode ser por aqui mesmo. Estaremos lá.
Abraços anárquicos.

obs: nesse ARSENAL do cordão da mentira destaco a participação mais que genial das meninas da companhia estudo de cena. foda demais!!!

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Sobre o tempo a dois. Parte I

trilha sugerida:

-Agora que temos tempo, casa comigo?
-Nunca teremos tempo, meu amor.

-O tempo não existe e eu te amo.
quando formos velhinhos, eu gravo um disco de rock pesado, escrevo um livro sobre nossas experiências com heroína e publico ensaios fotográficos sadomasoquistas de nossa intimidade.

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